A fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, acenando com a possibilidade de a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — o tributo proposto pelo governo para substituir PIS e Cofins — ter uma alíquota mais alta para a indústria do que para serviços e comércio jogou lenha na fogueira da disputa para ver quem vai pagar menos imposto na proposta de reforma tributária em negociação no Congresso.
De acordo com o presidente da Central Brasileira de Serviços (Cebrasse), João Diniz, a CBS é um tributo que pega em cheio o setor e a alíquota de 12% significaria um aumento muito grande de carga tributária. “Vai significar quebradeira. O setor de serviços não aguenta mais esse tipo de jogo que vem sendo jogado, com a conta estourando no nosso colo”.
Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, rebateu dizendo que a indústria é quem mais paga, segundo ele, na contramão do que acontece nos EUA, Europa e Ásia. A CNI não concorda com a alíquota da CBS maior para indústria. “A CNI é a favor de uma reforma ampla, que dê mais segurança jurídica e crie mais equilíbrio na economia”, disse.
Com informações da Exame
